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Agropecuária Minas Gerais

Governo de Minas aproxima empresários do setor de lácteos de potenciais países compradores

Evento virtual organizado pela Seapa contou com a participação de embaixadas e importadores de Chile, Egito, México e Peru

05/08/2021 12h15
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
Gil Leonardi / Imprensa MG
Gil Leonardi / Imprensa MG

Quase 60 empresas e instituições se reuniram, ao longo de cinco dias de eventos virtuais, com representantes de quatro países em busca de novos mercados para os produtos lácteos de Minas Gerais. A série de encontros chegou ao fim nessa quarta-feira (4/8), com o último dia do seminário on-line “Oportunidades comerciais internacionais para a indústria láctea de Minas Gerais”, promovido pelo  Governo de Minas, por meio das secretarias de  Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e  Desenvolvimento Econômico (Sede).

O evento contou com a parceria da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg). Foram apresentados representantes de indústrias, cooperativas e agroindústrias do setor aos adidos agrícolas e aos setores de promoção comercial das embaixadas brasileiras no Chile, Egito, México e Peru, além de funcionários do setor importador destes países.

“Conseguimos explicar para o setor todos os trâmites e caminhos do processo de exportação, quais instituições procurar, além de apresentarmos um pouco desses novos mercados que estão abertos para os nossos produtos e já possuem protocolos estabelecidos e acordos assinados pelo governo federal”, avalia o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Oliveira Bovo.

Liderança

Minas lidera a produção nacional de leite e derivados com reconhecida qualidade, mas ainda exporta pouco. Para se ter ideia, em 2020 as vendas externas do setor alcançaram US$ 16,15 milhões, representando apenas 0,2% do valor total exportado pelo agronegócio do estado. Entre os quatro países que participaram do workshop, Minas já comercializa lácteos apenas com o Chile, que importou US$ 922 mil em queijos no ano passado.

O diretor de Promoção de Exportações da Sede, Marcello Vinícius de Oliveira Faria de Araújo, detalha os próximos desdobramentos do projeto. “Faremos uma seleção das empresas interessadas em cada um dos mercados que foram apresentados e avaliaremos como podemos alavancar esses processos, se elas precisam de adequações fitossanitárias, se precisam de acesso a informações qualificadas e estratégicas para contato com importadores. Esperamos concretizar essas oportunidades de exportações, incrementando as vendas do estado para esses países”, comentou.

Empresas aprovaram o resultado

A série de eventos, que teve início no dia 20/6, com a abertura oficial, contou ainda com quatro painéis, com representantes do México (22/7), do Peru (27/7), do Chile (3/8) e do Egito (4/8). Os vídeos dos eventos estão disponíveis no  canal da Seapa no YouTube.

“Percebemos que houve grande interesse do setor, já que as empresas que participaram do primeiro dia, da abertura, permaneceram até o final. E eram empresas de portes diferentes, desde as grandes, como a Cemil, Tirolez e Vigor, como outras especializadas, como a Rocca, que é uma produtora de doce-de-leite de Pouso Alegre, e até empresas de pão de queijo, por exemplo”, destaca o superintendente da Seapa, Carlos Bovo.

Para o executivo da Tirolez, Paulo Hegg, o seminário foi prático, objetivo e abrangente. “Tivemos oportunidade também de conversar, tirar dúvidas, de comentar, achei que foi muito bom. Espero que ele dê resultados a curto prazo, pois já estou em contato com vários importadores chilenos em função de tudo que ouvi no evento”, conta.

Guilherme Carvalho, gerente da Rocca, quer transformar o aprendizado em novos negócios. “A gente pôde conhecer um pouco sobre os mercados disponíveis, foram painéis muito ricos e tenho certeza que tudo será muito proveitoso. Achei muito legal o evento não ser voltado apenas para empresas que já exportam, já que a Rocca ainda não está no mercado internacional. Não tenho dúvida de que, quando formos iniciar a exportação, já chegaremos com muita informação na mão e contatos”, observa.