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Operação combate ligações clandestinas de água e luz

Fiscalização integrada, que segue na quinta-feira (15/7), busca retirada de fraudes e minimizar impactos nos sistemas de abastecimento

14/07/2021 19h15
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
Copasa / Divulgação
Copasa / Divulgação

Está em andamento em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a fase 2 da Operação Impacto, ação conjunta de Copasa, Cemige Polícia Militarpara combater fraudes e ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”.

A fiscalização vai até quinta-feira (15/7) e, durante o período, serão vistoriados 85 alvos da Copasa e 15 alvos da Cemig em cinco bairros: Canarinho, Fernando Dias, Novo Igarapé, Planalto e Pousada Del Rey.  A operação também tem participação do Ministério Público de Minas Gerais e Polícia Civil.

Vistorias

No balanço de parte da operação, foram confirmadas em quatro de sete vistorias realizadas pela Copasa, na Rua Aclesio Teixeira, no bairro Canarinho. Já a Cemig vistoriou seis imóveis e constatou fraudes em cinco.

Segundo Valter Lucas Júnior, gerente da Unidade de Serviço de Hidrometria, a Copasa vem avaliando o perfil de consumo dos clientes há um ano, a fim de identificar possíveis fraudes. “Em Igarapé, identificamos 85 comércios e residências na cidade. É importante que os moradores se conscientizem da importância deste trabalho, tanto para minimizar os impactos no sistema produtor e distribuidor de água da Copasa, como os prejuízos operacionais e financeiros”, afirma.

Júnior ressalta que o objetivo da Copasa é melhorar continuamente o atendimento ao cliente, e a retirada das fraudes e ligações clandestinas colabora muito para isso. “Essas práticas são criminosas, podem resultar em prisão e causam enorme impacto no abastecimento de água de toda a população. Por isso, a companhia está realizando, além da Operação Impacto, a campanha de autodenúncia” informa o gerente.

Campanha de autodenúncia

Para atender consumidores que querem regularizar sua situação, a Copasa prorrogou por mais 60 dias a campanha de autodenúncia, válida até 26/8. A iniciativa convida clientes irregulares a fazer cadastro no site. Apenas neste período, haverá isenção de multas e sanções para os cadastrados. 

O cadastro, disponível neste link, deve ser preenchido com as seguintes informações: tipo de serviço, nome, endereço completo, telefone, e-mail e uma descrição simples da fraude. Em seguida, a empresa irá entrar em contato para agendar a ida da equipe técnica até o imóvel. 

A Copasa espera que a adesão espontânea dos consumidores contribua ainda mais para a melhoria dos serviços prestados à população mineira.

Já os clientes que não aderirem espontaneamente à campanha no período estabelecido serão fiscalizados e poderão responder pelo crime de furto de água. O delito é previsto no Código Penal Brasileiro, que estabelece, no artigo 155, parágrafo 4º,  pena de reclusão de dois a oito anos, e multa, por ser um crime qualificado.

Os moradores podem, ainda, realizar denúncia anônima de situações irregulares no site www.copasa.com.br.

Operação Impacto 

A Operação Impacto foi deflagrada pela Copasa, Cemig,  Policia Militar e Ministério Público na cidade de Ribeirão das Neves, em fevereiro deste ano.

Até o mês de junho, 23.539 sanções relacionadas aos serviços da Copasa foram aplicadas por motivos diversos como ligação clandestina, fraude no hidrômetro e esgotamento irregular, por exemplo. Somente neste mês, foram executadas 7.189 vistorias e aplicadas cerca de 1,5 mil sanções. A estimativa de perda mensal para a empresa é de R$ 13 milhões.

Na primeira fase da operação, a Cemig vistoriou 39 imóveis, sendo que os técnicos constataram 21 ligações irregulares. Foram envolvidos 23 empregados e utilizados oito veículos para supressão de gatos. A empresa contou também com o apoio de três técnicos/supervisores, dois empregados da segurança patrimonial e dois engenheiros.

Desde o início do ano, foram aproximadamente 260 mil serviços de inspeções, troca de medidores e regularização em pontos de medição. A empresa calcula que os prejuízos anuais com as irregularidades sejam superiores a R$ 400 milhões.